🧩 O que está por trás de frases “inofensivas”
“Não vou ter dó só porque é PCD.”
Essa frase, comum nas redes sociais e em rodas de conversa, parece — à primeira vista — uma declaração neutra. Mas ela carrega um preconceito estrutural e silencioso: o capacitismo.
O capacitismo é a discriminação contra pessoas com deficiência baseada na suposição de que elas são inferiores, menos capazes ou dignas de menos empatia. Ele aparece tanto em comentários diretos como em atitudes institucionalizadas que excluem, ignoram ou infantilizam quem vive com deficiência.
❌ Dó não é inclusão. É desumanização.
Pessoas com deficiência não precisam de pena. Precisam de acesso, equidade, respeito e participação plena. Reduzir suas demandas à emoção da “dó” não só invisibiliza lutas históricas, como também perpetua uma lógica assistencialista e opressora.
Dizer que “não vai ter dó” como se isso fosse um ato de igualdade é, na verdade, um modo de negar a existência de barreiras reais e de deslegitimar os direitos dessa população.
📚 O que diz a Lei?
A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) — Lei nº 13.146/2015 — é clara:
Art. 4º: A pessoa com deficiência tem assegurado o direito à igualdade e à não discriminação.
Art. 6º: A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa.
Art. 88: Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência é crime, com pena de reclusão e multa.
Ou seja: falar, agir ou omitir-se de maneira discriminatória com base na deficiência é ilegal e punível.
💡 Vamos substituir o preconceito pela escuta e pela ação
Capacitismo se combate com atitude, informação e mudança de cultura. Comece pelas palavras:
- ❌ Não diga: “não vou ter dó só porque é PCD.”
- ✅ Diga: “quais barreiras ainda existem que impedem o acesso pleno dessa pessoa?”
Não queremos pena, queremos respeito.
Não queremos favores, queremos acessibilidade real.
Não somos frágeis, somos diversos e legítimos em nossa existência.
🧠 Capacitismo é estrutural, mas pode (e deve) ser desconstruído
Cada fala, cada comentário, cada meme ou “piada” tem impacto. Quando naturalizamos a exclusão, contribuímos para a manutenção de um mundo onde nem todas as pessoas cabem — e isso é inaceitável.
⚠️ Dizer que não vai ter “dó” é uma forma de não enxergar o outro com humanidade.
💬 Quer contribuir com a inclusão? Comece pela linguagem.
✊🏽 Por uma sociedade verdadeiramente inclusiva
Como advogada, ativista e mulher neurodivergente, sigo afirmando: nós existimos, resistimos e exigimos respeito.
Capacitismo não é liberdade de expressão — é ofensa, é desinformação, e é violação de direitos.
📲 Salve, compartilhe e ajude a combater o capacitismo todos os dias.
#CapacitismoÉDiscriminação #DireitosPcD #LeiBrasileiraDeInclusão #AcessibilidadeÉDireito #Neurodiversidade #InclusãoReal #AtivismoPcD #CapacitismoNão #RespeitoÉLei #ComunicaçãoInclusiva #NadaSobreNósSemNós
Quer saber mais sobre seus direitos e como garanti-los?
Cadastre-se para receber conteúdos exclusivos sobre:
- Educação inclusiva e acessibilidade escolar
- Direitos da pessoa com deficiência
- Legislação atualizada e orientações práticas
Assine a Newsletter do Acessa Direito
Compartilhe este post com outras famílias e ajude a promover uma escola mais justa para todos.
Consuelo Prates: AcessaDireito



Deixe um comentário